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Shortlec — Sistemas Elétricos

Quanto custa um quadro elétrico?

É a pergunta que mais ouvimos — e merece uma resposta honesta: depende. Um quadro elétrico à medida pode custar tanto como um eletrodoméstico ou tanto como um automóvel, porque cada quadro é construído para um projeto específico. Mas "depende" não é resposta nenhuma se não dissermos de quê — por isso, aqui fica exatamente o que determina o preço, e como obter um número firme em pouco tempo.

Porque é que não há tabela de preços

Um quadro à medida não é um produto de prateleira: é dimensionado ao esquema unifilar do seu projeto. Dois quadros com o mesmo tamanho de invólucro podem ter preços muito diferentes por dentro. Comparar preços de quadros sem comparar o que têm dentro é comparar projetos diferentes.

Os 5 fatores que mais pesam no preço

  • Corrente e dimensão — um quadro parcial de 100 A e um QGBT de 2500 A são mundos diferentes em barramentos, proteções e estrutura;
  • Aparelhagem — o número de saídas e as gamas e marcas escolhidas (disjuntores, contactores, variadores) são normalmente a maior fatia do custo;
  • Invólucro — dimensões, material e grau de proteção (IP) exigido pelo ambiente onde o quadro vai viver;
  • Funções — comando e sinalização, medição de energia, correção do fator de potência, automação: cada função acrescenta aparelhagem e cablagem;
  • Ensaios e documentação — os ensaios segundo a IEC 61439, o relatório e a marcação CE fazem parte de um quadro feito como deve ser. Desconfie de orçamentos onde esta parte não aparece.

Aparelhagem "igual" que não é igual

Há um fator que engana muita gente: equipamentos aparentemente semelhantes podem ter características técnicas muito diferentes — e preços muito diferentes. Um disjuntor "de 63 A" pode existir com poder de corte de 6 kA ou de 50 kA; um diferencial pode ser do tipo AC, A ou B; um contactor dimensiona-se pela categoria de utilização, não apenas pela corrente. Estas diferenças não se veem na fotografia do equipamento, mas determinam se o quadro aguenta as condições reais da sua rede — e pesam muito na fatura.

É também por isto que dois orçamentos "para o mesmo quadro" podem estar longe um do outro: muitas vezes não estão a orçamentar a mesma aparelhagem. Ao comparar propostas, compare as características técnicas — não apenas as correntes nominais e o número de saídas.

Como obter um orçamento firme, rápido

Para transformarmos a sua pergunta num número, precisamos de uma destas bases:

  • O esquema unifilar do projeto (o ideal); ou
  • O caderno de encargos; ou
  • Na falta destes, uma lista de saídas (quantos circuitos, que correntes) e o local de instalação do quadro.

Onde se pode poupar (e onde nunca se deve)

Com uma dessas bases, dimensionamos a aparelhagem e devolvemos uma proposta técnica e comercial — âmbito, aparelhagem, prazo e preço — que afinamos consigo antes de qualquer fabrico.

Pode-se otimizar: gamas de aparelhagem adequadas ao uso real, dimensões standard de invólucro, agrupar quadros do mesmo projeto num só fabrico. Não se corta: nas proteções, nos ensaios e na certificação — um quadro elétrico é um equipamento de segurança, e o barato nesta parte sai sempre caro.

Perguntas frequentes

Um quadro pequeno tem custo mínimo?

Sim — mesmo num quadro simples há dimensionamento, montagem, cablagem e ensaios. É por isso que um quadro à medida, por mais pequeno que seja, tem sempre uma base de custo de fabrico.

Quanto tempo demora a receber um orçamento?

Com o esquema unifilar ou o caderno de encargos em mãos, devolvemos a proposta num prazo curto — e com prazo de fabrico firme incluído.

O que faz o preço subir mais depressa?

O número de saídas e a gama da aparelhagem. É aí que a conversa técnica com o quadrista mais compensa: adequar a aparelhagem ao uso real do quadro evita pagar a mais sem cortar na segurança.